Centenário da imigração dos bessarabianos búlgaros e gagaúzes no Brasil
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Atualizado: há 2 dias
A música "Choram as ondas da ilha ferida", interpretada por seus autores, será publicada nesta página após seu lançamento na cerimônia de 25/04/2026.
Na semana de 18 de abril de 1926, um grupo de imigrantes bessarabianos — búlgaros e gagaúzes — confinado na atual Ilha Anchieta, no litoral de Ubatuba (SP), foi vítima de um envenenamento alimentar coletivo. A tragédia resultou na morte de 151 pessoas, entre elas 141 crianças pequenas.
É em memória desse episódio que o Centenário da Imigração Búlgara e Gagaúza no Brasil vem sendo celebrado em dois marcos simbólicos: no Museu da Imigração — antiga Hospedaria dos Imigrantes —, em São Paulo, no dia 25 de abril, a partir das 14h, e na Ilha Anchieta, no dia 9 de maio. Mais do que eventos comemorativos, esses encontros buscam celebrar a trajetória dos bessarabianos e homenagear as vidas interrompidas na chamada tragédia da Ilha dos Porcos, como chamava a ilha Anchieta na época.
Essa história é narrada pelo jornalista e escritor Eduardo Rascov no artigo que integra o livro Raízes da Bessarábia: Bessarabianos Búlgaros e Gagaúzes — 100 anos de imigração no Brasil, recém-publicado pela Terra Redonda Editora.
A MÚSICA DO CENTENÁRIO
A obra reúne a letra de música “Choram as ondas da ilha ferida”, nove poemas, uma síntese histórica e imagens das joias comemorativas criadas para o centenário. Um vídeo com a canção “Choram as ondas da ilha ferida”, composta por Ilson José Caputo e Jorge Cocicov, será lançada no evento de 25 de abril e também será reproduzida nesta página.
As comemorações dos 100 anos da imigração bessarabiana no Brasil não se concentram em um único evento. Desde 2024, vêm ocorrendo de forma descentralizada, comunitária e regional, refletindo a diversidade dos grupos e de seus descendentes.
Também é importante destacar que a designação “bessarabiano” não é homogênea. A Bessarábia — região situada entre as atuais Moldávia e Ucrânia — foi origem de diferentes fluxos migratórios para o Brasil, incluindo búlgaros, gagaúzes, romenos e alemães.





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