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Encontro Emocionante com Maricelma: Uma Reflexão sobre a Memória e a Luta

23 de abr.
3 min de leitura

Atualizado: 1 de out.


No dia 22 de abril de 2026, tive a oportunidade de reencontrar Maricelma, que estava acompanhada de sua filha caçula, Milena. Este encontro foi, sem dúvida, um momento carregado de emoção e significado. Maricelma, que aos 13 anos deixou sua casa e se uniu a um grupo de jovens no Parque Dom Pedro e na Praça São Vito, compartilhou comigo memórias que remontam a um passado repleto de desafios e superações.


A História de Maricelma


Maricelma e seu grupo participaram ativamente das atividades organizadas pela OAF (Organização do Auxílio Fraterno) entre 1984 e 1987. Durante esses anos, ela se tornou uma figura central em sua comunidade, enfrentando as adversidades da vida nas ruas com coragem e resiliência. Ao longo de sua trajetória, Maricelma teve seis filhos e agora é avó de onze netos. A alegria que irradia ao falar de sua família é contagiante, e é evidente que ela encontrou força e propósito em cada um deles.


Ela me confidenciou que o tempo que passou conosco foi marcante e que nunca esqueceu do carinho e do apoio que recebeu. Essa conexão emocional, que perdura ao longo das décadas, é um testemunho do poder da solidariedade e da amizade. Maricelma mencionou que sempre compartilhou sua história com seus filhos, transmitindo a importância de lembrar e valorizar as experiências vividas.


Memórias que Marcam


Durante nossa conversa, Maricelma recordou com saudade da irmã Fortunata e da irmã Isabel, figuras que deixaram uma marca indelével em sua vida. A última vez em que nos encontramos foi no meu casamento, há 36 anos, e a lembrança desse momento trouxe à tona uma onda de nostalgia. É fascinante como as memórias podem nos conectar a pessoas e lugares, mesmo após tanto tempo.


Essas lembranças não são apenas fragmentos do passado; elas são a base sobre a qual construímos nossa identidade e nossa luta. Ao relembrar os momentos vividos, somos convidados a refletir sobre o que realmente importa em nossas vidas. A luta por direitos humanos e moradia, que sempre foi uma bandeira que carregamos, continua a ser uma questão premente em nossa sociedade.


A Luta por Direitos Humanos


Luiz Kohara é militante histórico dos direitos humanos e da moradia em São Paulo e ativista do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, do qual foi um dos fundadores. Ele é autor do livro O Semear da Poesia: Morar, Criançar e Lutar. A obra reflete não apenas a sua trajetória pessoal, mas também a luta coletiva por justiça social e igualdade.


A literatura, especialmente a poesia, tem um papel fundamental em dar voz a essas causas. Através das palavras, conseguimos expressar nossas angústias, nossas esperanças e, acima de tudo, a nossa resistência. A poesia é uma ferramenta poderosa que nos permite conectar nossas experiências individuais com as lutas coletivas, criando um espaço de empatia e compreensão.


O Impacto da Literatura na Luta Social


A literatura brasileira, rica em diversidade e profundidade, é um reflexo das realidades enfrentadas por muitos. Autores engajados e comprometidos com o combate ao machismo, ao racismo e às discriminações têm se destacado, trazendo à tona questões que muitas vezes são silenciadas. Através de suas obras, eles nos convidam a refletir sobre nossas próprias vidas e a sociedade em que vivemos.


A Terra Redonda Editora, com seu compromisso em oferecer um mix exclusivo de livros, tem se tornado um farol para aqueles que amam a literatura brasileira e a poesia. Ao publicar obras que abordam causas sociais, a editora não apenas enriquece o cenário literário, mas também promove a conscientização e a mobilização em torno de questões urgentes.


Conclusão


O reencontro com Maricelma foi mais do que um simples momento de nostalgia; foi uma reafirmação da importância da memória e da luta. Cada história compartilhada, cada lembrança evocada, é um lembrete de que estamos todos interligados em nossa busca por justiça e dignidade. Ao continuarmos a contar nossas histórias e a lutar por nossos direitos, estamos, de fato, semeando a poesia da vida, cultivando um futuro mais justo e igualitário para todos.

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