Luiz Kohara nos brinda com seu comovente livro "O Semear da Poesia: Morar, Criançar e Lutar"
- terraredondaltda
- 11 de nov.
- 2 min de leitura
Atualizado: 12 de nov.
Militante histórico dos direitos humanos e da moradia em São Paulo, Luiz Kohara lançará seu livro no domingo, 30/11, em almoço na Ocupação 9 de Julho, do MTST.

Fruto de décadas caminhando entre ruas, comunidades, infâncias e sonhos coletivos, o livro "O Semear da Poesia: Morar, Criançar e Lutar", de Luiz Kohara, reúne poemas da vida inteira do reconhecido militante e fundador do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos.
Dividido em três partes, o livro costura memórias pessoais, luta social e sensibilidade lírica. Em “As Ruas Onde Caminhamos”, Kohara ilumina personagens reais e esquecidos da cidade — mulheres, homens e crianças que enfrentam a brutalidade urbana, mas que ainda guardam gestos de ternura e resistência. Aqui, o poeta-militante transforma histórias de vida em versos que denunciam injustiças sem perder a delicadeza do olhar.

Na seção “Os Caminhos do Criançar”, a poesia se volta às infâncias: livres, curiosas, vulneráveis. É um canto pela proteção total das crianças, mas também um lembrete de que seus sonhos são sementes que podem renovar o mundo.
Por fim, em “A Liberdade de Semear”, Kohara abre espaço para o encantamento e para filosofias miúdas que brotam dos detalhes. São poemas que dialogam com a natureza, com a memória familiar, com o humor sutil e com a própria construção da esperança.
Entre a ternura e a revolta, o autor semeia versos como quem planta futuro. Seu livro é convite, abrigo e horizonte: poesia que nasce do chão e volta para ele, sempre de mãos dadas com quem luta para transformar a cidade em lugar de todas as pessoas.
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Conheço o trabalho do Luiz há muitos anos e, mesmo assim, fui surpreendido com mais uma grande entrega sua: um livro de poesias!
Eduardo Suplicy
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Descobrimos o Luiz, um autor também haicai, que andou livre pelas ruas fazendo caminhos, atrevidos e observadores, e que, com inteligência e ternura nos descreve o habitat dos outros e dele próprio, sempre acreditando no coletivo
e na dinâmica da transformação social.
Cristina Bove, da Coordenação da Pastoral de Rua






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