Kaly ku Kabás é uma narrativa poética e iniciática que acompanha a viagem de Kaly, um pequeno órfão que atravessa o deserto guiado pela curiosidade, pela escuta interior e por duas pequenas cabaças cheias de sementes — objetos aparentemente simples, mas carregados de significado.
Ao longo do seu percurso, Kaly passa por várias aldeias, descobrindo que a cabaça assume diferentes funções consoante os costumes e necessidades de cada comunidade: recipiente de água e alimento, instrumento musical, objeto ritual, símbolo de união e dote matrimonial. Em cada encontro, o jovem viajante aprende que o valor das coisas não reside apenas na sua utilidade imediata, mas no conhecimento, na partilha e na diversidade de saberes.
Impulsionado por uma voz interior, Kaly chega finalmente à casa do didiu, guardião dos segredos da natureza, onde compreende que a verdadeira riqueza está na transmissão do conhecimento e na preservação da vida. A revelação final — de que é o único portador das sementes da cabaça — dá pleno sentido à sua jornada.
Através da Grande Festa da Cabaça, Kaly une aldeias, culturas e tradições, celebrando a diversidade, a solidariedade e a herança comum da humanidade. Uma história sensível e simbólica sobre aprendizagem, identidade, partilha e esperança, que convida o leitor a descobrir o valor do encontro com o outro e a importância de cuidar do que nos é confiado para o futuro.
Livro bilíngue: português e criolo guineense.
Kaly ku Kabas (Ramiro Naka)
Ramiro Naka, um verdadeiro filho da terra da Guiné-Bissau, incorpora em sua música influências do Fado, da Salsa, do Samba e da Rumba, combinando-as com o Gumbe. Foi assim que criou seu estilo próprio. O Gumbe é um ritmo tocado com grandes tambores, mas também é uma dança, executada com muita energia.
Ramiro Naka é chamado de “Latino da África” porque a música da Guiné-Bissau reúne tradições africanas e a herança colonial portuguesa, além de incorporar elementos da cultura brasileira e dos povos do Caribe, com os quais compartilha laços históricos e culturais.
Como Ramiro Naka percebeu que não conseguia se identificar completamente nem com a música afro nem com a música lusófona, decidiu criar um estilo próprio, que reúne uma grande variedade de ritmos, mas que ao mesmo tempo preserva a força da tradição africana.
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Ramiro Naka, (un) bon fidju di tchon di Guiné-Bissau, toma Fado, Salsa, Samba, Rumba ku perkuson i djunta ku Gumbe: asin ki kiria si stilu : Gumbe i un ritimu ku ta tokaduba ku tamburis garandi; ma i un bajdu tambe, badju di Gumbe ta badjadu ku inerjia. Ramiro Naka ta tchoma ginensis di “Latinus di Afrika” pabia muzika di Guiné-Bissau toma tradisons afrikanu i djagasil ku ardansa kolonial purtugis; i toma ermondadi brazileru i djuntal tudu ku no parentasku ku pubis di Caraíbas. Suma Ramiro Naka odja kuma i ka na konsigiba kudji entri muzika afro ku muzika luzofunu, i disidi kiria es (si) stilu nunde ki djunta manga di ritmu, ma nunde ki manti tambe forsa di tradison afrikanu.


