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Livro debate Racismo Ambiental e inoperância do Estado em territórios vulnerabilizados

Publicação do Instituto Peregum foi organizada pela jornalista Mariana Belmont e é distribuída gratuitamente em formato digital.


Mayara Nunes, no site do Instituto Peregum


Na terça-feira (7/11), o Instituto de Referência Negra Peregum lançou o livro “Racismo Ambiental e Emergências Climáticas no Brasil”. A edição é uma escrita coletiva originada na formação homônima à publicação realizada em 2022 pelo Instituto Peregum, em parceira com Iyaleta Pesquisa, Ciências e Humanidades, voltada para lideranças e organizações do movimento negro. 


O lançamento aconteceu na sede do Instituto, num coquetel que contou com a presença da equipe de colaboradores, jornalistas, ativistas, pesquisadores, influenciadores, apoiadores e de alguns dos autores, como a jornalista e especialista em justiça climática, Andréia Coutinho Louback; da engenheira florestal, Angela Gomes; da ecologista, Ana Paula Sanches; da pesquisadora e mestranda em ecoturismo, Andressa Dutra; da ativista do Movimento Negro Unificado, Regina Lúcia dos Santos; da ativista quilombola e assistente social, Selma Dealdina; do jornalista e cocriador do portal Alma Preta, Pedro Borges. 


Durante a mesa de apresentação, mediada pela organizadora da publicação, Mariana Belmont, os autores fizeram um resgate do processo de produção do livro e abordaram o conceito que se apresenta como uma manifestação contemporânea do racismo e da discriminação racial que marca a vida das pessoas em seus territórios.



A diretora executiva do Instituto de Referência Negra Peregum, Vanessa Nascimento, abriu o evento, saudando a todos os presentes e felicitando os autores, editores e colaboradores que estiveram envolvidos no processo de produção da publicação por mais essa entrega realizada pela organização. Vanessa menciona a importância da realização do livro e como ele tem a contribuir com a formação de jovens, estudantes, pesquisadores e profissionais no reconhecimento e aprofundamento do debate sobre racismo ambiental. “Muito feliz de compartilhar com vocês mais uma entrega de Peregum que vai contribuir tanto para o debate quanto para a formação de jovens nos territórios de onde Peregum nasce, que é do trabalho de base com cursinhos populares para jovens pretos e pretas, e também contribuir com as organizações do movimento negro e com as organizações brancas que, por muitas vezes, ouvem as lideranças negras nesse debate sobre o racismo, depois de muita insistência e muita luta para ser ouvido nos espaços. Então, essa é mais uma entrega de uma organização negra, com conteúdo de lideranças, pesquisadores negros e negras”, explica a direitora executiva. 


Na sequência, a jornalista e organizadora do livro, Mariana Belmont, abre a mesa apresentando os convidados e chamando a atenção do público para a urgência de se entender a realidade dos territórios ao falar sobre racismo ambiental. “Quando a gente pensou em desenvolver uma formação em racismo ambiental, nós imaginamos a importância e a urgência de se entender a realidade dos territórios, o conhecimento de referências do movimento que vieram antes da gente, que estão na academia, que estão na linha de frente do debate ambiental, que estão nas fronteiras e nas trincheiras e ampliarmos a conversa, principalmente, em conexão com as organizações que compõem a Coalizão Negra Por Direitos”, comenta Mariana. 



No Brasil, a população negra representa 56% da sociedade, segundo o IBGE. Para Mariana Belmont, o racismo ambiental diz respeito a quem são essas pessoas, quais são as circunstâncias dos locais onde elas moram e o que o poder público tem a dizer sobre isso. “O poder público e as organizações brancas e ambientalistas, não se fazem a pergunta de qual cor são os corpos levados pelas enchentes, soterrados pelos deslizamentos, que são afetados pela escassez de alimentos nas cidades, e sobre a experiência humana violada historicamente de um povo escravizado por 400 anos, de uma sociedade que se organizou para manter esse povo no chão e de toda a estrutura social brasileira que está baseada no racismo. Nós temos uma elite branca supremacista com toda sua estrutura social e financeira, há uma urgência em reconhecer que não há justiça climática, sem justiça racial”, pontua a organizadora do livro. 


Na sequência, Izabela Santos, que teve uma importante passagem pelo Instituto de Referência Negra Peregum na área de Clima e Cidade e foi a organizadora da “Formação em Racismo Ambiental e  Emergência Climática”, se emociona com o resultado desse longo trabalho materializado na publicação e conta um pouco de como foi o processo. “Não é todo dia que eu estou no meio de tantas referências, tantas pessoas que já estão lutando há tantos anos. Eu acho que ver essa sala cheia é como se a gente tivesse dizendo: o caminho que a gente conseguiu alcançar está semeando, ele continua trazendo novas perspectivas e está alcançando novas pessoas”, explica. “Eu fiquei um ano em Peregum construindo essa estruturação do curso, da própria diretoria e de outro curso que desenvolvemos com jovens. Peregum foi e é um presente, eu acho que ver essa estruturação de uma instituição que se propõe a estar junto com os movimentos sociais é o grande salto de Peregum, e um grande salto, inclusive, do próprio movimento negro”, conclui a pesquisadora. 


Os autores se apresentaram de acordo com a organização dos capítulos publicados. A primeira a se pronunciar foi a engenheira florestal, Angela Gomes que, atualmente, é subsecretária de proteção e defesa civil, na prefeitura municipal de Contagem, em Minas Gerais. Angela contextualiza o público sobre como os desastres ambientais se relacionam profundamente com a pauta do racismo ambiental. “Quando a gente fala de desastre, a gente fala de vulnerabilidade, de exposição e escalas de gravidade. Atendendo os atingidos por desastres no Brasil, ainda não tem desastre maior do que o desastre da escravidão, não tem maior atingido por desastres que não seja a população negra no mundo”, explica. Sobre o conceito de Ecoafricanidade apresentado no primeiro capítulo do livro, Ângela explica. “Há uma civilização que ainda dá saída para o bem-viver nessa sociedade, cuidar das plantas, relacionar com as plantas é o que dá oxigênio pro planeta e é nessa escola que a gente entende que os princípios de sacralidade, os princípios cíclicos, eles ainda estão dentro das matrizes africanas, por isso, eu considero essas matrizes como Ecoafricanas”. 


Andréia Coutinho Louback e Pedro Borges são autores de um capítulo que aborda as comunicações das mudanças climáticas e as disputas de narrativas. A dupla de jornalistas bateu um papo sobre a urgência em visibilizar a pauta através de uma comunicação que esteja engajada e comprometida com soluções para as realidades vivenciadas nos territórios. A jornalista, Andreia Louback, parabeniza a iniciativa em transformar oralidade em obra literária. “Existe muito poder em registrar o que a gente fala, as narrativas, pela comunicação. E isso é uma coisa que a gente faz enquanto jornalistas. Eu acho que esse livro, além de se propor a visibilizar emergências e também o racismo ambiental em suas mais improváveis escalas, existe também um esforço para reconhecer que existe um projeto de poder que faz com que narrativas sejam invisíveis e pensar comunicação, formas de dizer ou não dizer e entender o que ainda não foi dito para a imprensa, para a sociedade civil, para o governo, em termos de políticas públicas, o quanto a nossa comunicação tem lacunas ou tem potencialidades e o quanto a gente tem transformado isso em conhecimento para que mais pessoas compreendam, aprendam, reproduzam, ensinem e compartilhem”, afirma a comunicadora climática.


O cocriador do portal Alma Preta, o jornalista Pedro Borges, agradeceu a todos os colaboradores de Peregum e a organizadora do livro, Mariana Belmont, por ter provocado, através de um encontro em 2017, a ideia da criação de coletivos de comunicação por todo o Brasil, que tivessem dispostos a se mobilizar e discutir sobre questões climáticas. Pedro relata que, a partir desse encontro, ele passou a buscar informações que dessem conta de explicar as complexidades que estavam por trás da falta de estrutura em diferentes territórios brasileiros. “Até aquele momento, existia uma dificuldade de compreensão. Coisas que parecem básicas, como lixo e saneamento básico, são questões que estão ligadas ao meio ambiente e, portanto, nos interessa”, explica.


Pedro Borges conta que, a partir dali, se iniciou uma cobertura mais apurada sobre essa realidade. “Partimos para dois momentos, eu sinalizaria que são coisas que eu, enquanto repórter, posso contribuir de alguma maneira. O primeiro é com relação a levantamento de dados, apuração, e tudo mais. Eu acho que hoje, parte do trabalho que a gente tem feito, de se dedicar para conhecer essa base de dados, para que a partir das técnicas de jornalismo, eu lembro que a gente conversou disso no curso, ter uma lei de acesso à informação que é uma ferramenta super importante para conseguir acesso a uma série de dados relacionados a situações que envolvem o meio ambiente e clima no brasil e partir dessas técnicas, ter a possibilidade como eu e a Andreia tivemos, de formar as pessoas e, hoje, a gente tem feito um trabalho para se dedicar na formação de jornalistas negros, para estarem aptos de uma maneira mais especializada a coberturas sobre meio ambiente”, conclui o jornalista. 


Autora do capítulo “O passado presente” e ativista quilombola, Selma Dealdina agradeceu a Peregum por abrir a casa e pelo lançamento da publicação e iniciou sua fala citando Dona Bernadete Pacífico, de 72 anos, que foi assassinada por denunciar o racismo ambiental em sua comunidade. “Dona Bernadete denunciava exatamente o racismo ambiental, denunciava venda de terras, grilagem, denunciava o desmatamento que era feito. Uma senhora de 72 anos levou 22 tiros, essa é a forma com que eles calam e é a forma com que o racismo vai se moldando”, explica a ativista. Selma é mulher quilombola do Angelim III, território do Sapê do Norte, no Espírito Santo, e integrante de diversas organizações da sociedade civil comprometidas com a luta quilombola e antirracista. Ao falar sobre conceitos e nomenclaturas atuais, como agroecologia e racismo ambiental, a quilombola fala sobre apropriação dos conhecimentos compartilhados pela oralidade dos povos tradicionais, que acabam se tornando capital intelectual na mão de ativistas climáticos não comprometidos com a pauta antirracista. “Meu tio Tuca, que é um homem de 1,30 metros, se tornou gigante no quilombo onde eu nasci. A gente achando que ele tinha enlouquecido, mas não, ele estava ali plantando bananeira, bambu, taboa, dizendo que a água ia chegar e a água chegou, da forma que a gente fala do rio voltar, e é aí que a gente vai dizendo desse cuidado com as nomenclaturas, por que o nosso povo vem fazendo a coisa desde sempre”, explica. 


Em sua fala, a ativista demonstra como acontece o processo de apropriação intelectual dos conhecimentos ancestrais. “Nosso povo vem fazendo muitas coisas, tem muitos quilombolas que, até hoje, para plantar, olham a Lua no calendário, agora o Google, enfim. Hoje, a gente fala de produtos agroecológicos, mas as pessoas não têm condições de comprar esses produtos. Então, é dessa forma que a gente manteve ali o modo de viver, e que foi roubado. Foram roubados os conhecimentos, e uma coisa que sempre achei muito engraçada é que como que várias pessoas no quilombo que não têm doutorado, que, muitas vezes, não tinham nem a quarta série, que não sabiam ler nem escrever, mas eram objeto de pesquisa de doutores, e a gente, quando escreve um livro, não pode citar essas pessoas, eu não posso citar o meu avô, eu não posso citar meu tio Tuca, mas eu tenho que citar o acadêmico para manter a ética. E aí, a pessoa vai lá, entrevista aquela liderança quilombola e transforma aquilo num livro e não volta pra dar um retorno. Daqui a pouco, você vê um texto rodando o mundo todo, traduzido em várias línguas e as pessoas nem estão sabendo daquilo”, lamenta a quilombola.


Andressa Dutra, pesquisadora antirracista, mestranda em ecoturismo e autora do capítulo “Justiça Climática é Justiça Racial!”, conta um pouco sobre sua pesquisa e o processo de construção desse capítulo teórico que, segundo ela, seria uma construção ancestral do conceito de racismo ambiental. “É um capítulo teórico de uma construção teórica do racismo ambiental. Eu começo falando da construção histórica e da construção atual do racismo, mas, para além disso, de um processo de uma construção ancestral do que seria esse racismo ambiental. Esse capítulo traz essa construção ancestral, na perspectiva das comunidades tradicionais. Eu venho de uma família da pesca artesanal, do litoral norte da Bahia, somos nove irmãos, eu venho pra cá tentar alguma coisa e entendi que o meu espaço é construído a partir da oralidade, e eu precisava, mesmo na academia, voltar pra esse espaço da comunidade tradicional e, hoje, trabalho no quilombo central, que é um quilombo que eu saúdo e que me ensina todos os dias sobre esse conceito tão bonito em termos de construção, mas tão agressivo que é o racismo ambiental”, explica Andressa. 

A autora menciona que uma das coisas trazidas por ela neste capítulo é a invisibilização do racismo no meio acadêmico. “Tem uma coisa que acontece na academia que é a invisibilização dessa pauta e as pessoas dizerem pra gente que o racismo ambiental é subjetivo. Eu comecei a falar de racismo ambiental na graduação e ouvi diversas vezes que eu estava falando de um tema que só doía em mim, que não era uma construção acadêmica e é muito satisfatório, a partir da pesquisa e, infelizmente, a partir da dor, conseguir dizer que o racismo ambiental é algo institucionalizado. Que não é algo subjetivo, é algo institucionalizado”, conclui Andressa. 


Ana Sanches, pesquisadora e ecologista antirracista é autora do capítulo “Um país (des)estruturado no racismo ambiental”. Para ela, o conceito racismo ambiental é um conceito negro, construído por mãos negras, e ver pessoas negras debatendo e falando do conceito que é tão importante tanto na prática quanto dentro da academia traz conforto e um sentimento do quanto ainda é preciso lutar. “É muito bonito ver materializada a nossa oralidade, a Andressa falou isso agora, então, a gente falou, falamos a nossa linguagem, ela é diferente, é uma cantiga que a gente cantou, ver as minhas palavras materializadas, as palavras dos colegas aqui foi muito emocionante”, menciona Ana. 

Ana fala sobre honrar os ancestrais, celebrar aqueles que vieram antes para que eles também celebrem essa conquista. “Eu acho que os nossos ancestrais, hoje, estão contentes. Estamos falando de um tema muito difícil, muito complicado para as populações que ainda hoje, enquanto a gente conversa aqui, estão sendo despejadas de suas casas, estão sem alimentação, sem energia, vivendo várias problemáticas sociais, raciais, de gênero, intergeracionais, até quando a gente conversa aqui, a gente está talvez construindo possibilidades de enfrentamento em várias áreas políticas, econômicas. A gente tem que debater economia, reforma tributária, a falta de professor, a reforma das escolas, a reforma do ensino médio, tem muita coisa que a gente precisa debater, e pensando agora o quanto os nossos ancestrais celebram hoje essa presença, esse livro escrito, majoritariamente por mãos negras, a gente abre caminhos para que venham indígenas, para que outras mãos caiçaras, pesqueiras, para que pessoas de outras vivências possam vir aqui compartilhar para que a gente possa celebrar a diversidade”, elucida. 


Ana Sanches cita um grupo formado por ela, a organizadora do curso Izabela Santos e a pesquisadora Andressa Dutra, nomeado como “Pretejando o ecologismo”. Segundo ela, o grupo vinha de uma inconformidade do quanto a academia, a intelectualidade branca, masculina as questionava de forma violenta e, então, fizeram um grupo de apoio e enfrentamento. “Uma das coisas que a gente mais falava era: mas o racismo ambiental começou onde? Não começa hoje, não começou no conceito, o racismo ambiental começou com a invasão dos portugueses aqui no Brasil, então, eu queria muito reforçar isso pra que a gente pense o quanto que, há mais de 500 anos, a gente tem rótulos referenciando um genocídio e uma tortura nesse país. A gente está tentando fazer uma reviravolta e eu celebro, principalmente, as mulheres que estão aqui, pois sabemos o que é ser mulher, ser uma mulher negra, que produz intelectualidade, é muito difícil, é uma tortura diária, e a gente está aqui”, pontua a ecologista. 


Regina Lúcia dos Santos, geógrafa e coordenadora estadual do Movimento Negro Unificado, autora do capítulo “Panorama das mudanças climáticas no Brasil e o impacto no seus territórios”, conta sobre sua participação no livro e sua contribuição de décadas junto ao Movimento Negro Unificado. 


“Eu queria dizer que é impossível falar da minha participação nesse livro, sem falar de mim, sem falar da minha vida e sem falar da minha chegada ao movimento negro. Eu fui estudar geografia na USP e achava que entendia a questão do campo, do meio ambiente, e achava mesmo. De repente, chegou o Movimento Negro Unificado e eu fui aprender que eu não sei nada sobre o meio ambiente, que a USP não me ensinou nada sobre o meio ambiente, eu vou entender no Movimento Negro Unificado que a cosmovisão africana, que a visão de mundo africana me coloca em um outro lugar na natureza. A cosmovisão africana me coloca em um lugar que a branquitude acadêmica não consegue perceber a grandeza da existência porque foi no movimento negro que eu me senti a natureza da natureza”, relata Regina.


A geógrafa explica o impacto que a cosmovisão africana teve em sua perspectiva e caminhada profissional e na sua atuação como ativista ambiental e militante. “A cosmovisão que me mostrou como a gente vivencia o racismo ambiental todos os dias nos territórios urbanos, nos territórios periféricos, porque são territórios negros, é por isso que existe racismo nos territórios periféricos, porque são territórios negros, e quando eu falo de territórios periféricos, eu não estou falando das cidades, eu estou falando dos territórios na periferia, nas franjas. O povo negro constrói a ideia de urbano no mundo por conta do racismo, porque é expulso, e essa palavra que inventaram, “gentrificação”, nos expulsa de todos os lugares e a gente vai tecendo a vida em cada quebrada, a gente vai tecendo o território a cada quebrada. Eu fiz questão de falar da cosmovisão africana porque não existe possibilidade de justiça ambiental sem o que nós oferecemos para a humanidade, a gente oferece para a humanidade a possibilidade de enxergar o mundo e o estar na natureza de uma forma que caiba todo mundo lá”, pontua Regina. 


O lançamento é encerrado com a fala da coordenadora de Cidades Antirracistas, do Instituto de Referência Negra Peregum, Gisele Brito. A coordenadora fala da intenção que Peregum tem em multiplicar esse conhecimento com o mundo. 


“Quando a  gente faz essa entrega para o mundo, como disse a Vanessa no começo, a gente quer contribuir para isso. A nossa estratégia é que esse livro físico se multiplique, então, que ele vá para bibliotecas, em espaços comunitários de leituras, nos cursinhos da Uneafro, que é a nossa base. E que cada livro desse vire cinco, dez, vinte, cem leitores em uma biblioteca e em uma universidade. Pra mim, é bem importante falar da energia que Peregum tem colocado nisso, que é resultado de um trabalho, de uma construção coletiva que traz o movimento negro em cada etapa, em cada momento da história, em cada frente de luta”, conclui Gisele. 


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