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Caboco bão

Gabriel Prioli, 9/11/2022


Mal a gente recebeu uma pancada, veio a segunda. Essa então, bem mais próxima. A partida de um colega querido, com quem convivi muito na TV Cultura.

Em 1981, Rolando Boldrin estreava na Globo o programa-matriz de todos os que fez depois, juntando seus talentos de cantor, ator e fabuloso contador de histórias.

Era o "Som Brasil", que me inspirou a crítica em forma de crônica, publicada em 25 de agosto daquele ano na Folha de S.Paulo (reproduzida acima).

Até então, Boldrin havia sido apenas um personagem constante na minha vida de telespectador, nos muitos papéis que fez em teleteatros e novelas. Agora, ele me dava chance de saudá-lo por escrito.

Mais tarde, nos encontramos na Cultura, quando ambos apresentávamos programas e depois quando coordenei conteúdo e qualidade na emissora.

O cara que eu admirava na tela tornou-se então o companheiro agradável, divertido, inteligente, com quem eu tinha chance de conversar e discutir projetos.

Hoje ele se foi, como o maior divulgador da cultura sertaneja no país, título que só dividiu com Inezita Barroso, também nossa colega de emissora.

Eu dedico a Boldrin um dos capítulos do meu livro "Astros em Trânsito" (Terra Redonda), de novo exaltando o grande artista que o Brasil hoje perdeu.


Lamento muito que ele parta e apresento meus sentimentos a Patricia Maia Boldrin, à família, aos amigos e a todos os colegas da TV.

Mas me consola um pouco que, nas vezes em que escrevi sobre ele, tenha sido sempre assim. Com admiração e homenagem.


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Gabriel Priolli é autor da Terra Redonda Editora. Consultor de comunicação, colunista da revista Imprensa e trabalha com audiovisual educativo. Atuou em grandes veículos, como os jornais Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, Jornal da Tarde e Gazeta Mercantil; as revistas Veja, Época e Carta Capital; e as televisões Globo, Cultura, Bandeirantes, Record e Gazeta.



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